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O incómodo stress

 



O incómodo stress

2009-01-06

Dizem que é a doença da civilização moderna e pode ter diferentes variantes. Saiba quais.

A palavra stress já se banalizou. De tanto ser usada, perdeu algum impacto. Mas isto não deve fazer-nos esquecer a sua importância nas nossas vidas.
Mas, afinal, o que é o stress? Trata-se, com efeito, de um estado de alerta cujo objectivo primeiro é preparar-nos para a acção (luta ou fuga) em situações problemáticas e ameaçadoras. A generalidade dos médicos considera que o stress pode ser considerado um estado intermediário entre a saúde e a doença, evoluindo ao longo de três estágios: fase de alarme, fase de resistência e fase de exaustão.

A primeira ocorre nos momentos iniciais quando o organismo está perante um problema e se prepara para reagir. A fase da resistência é a maneira como o corpo se adapta ao problema. Finalmente, a fase de exaustão pode ser entendida como o fim do ciclo de stress devido ao desaparecimento dos motivos. Mas pode também significar que a vítima, por cansaço, entrou em colapso, ficando à mercê de vários tipos de doença.

Bom e mau stress
Na sua versão benigna (chamada eustress) o stress ajuda-nos na adaptação do organismo aos acontecimentos. Assim, o stress constitui, à partida, uma reacção ajustada às situações que podem ameaçar o bem-estar ou a sobrevivência. O problema encontra-se no mau stress (o distress). Quando os agentes stressores (aqueles que provocam stress) são intensos, frequentes e susceptíveis de fazer perigar a saúde a situação deve merecer-nos atenção.

Um estado equilibrado de stress é, por conseguinte, benigno e desejável. Traduz-se por uma pequena excitação que aumenta a nossa capacidade de enfrentar diversas situações da vida com uma atitude positiva e uma saudável sensação de entusiasmo e motivação.

Já o mesmo não acontece quando  atinge níveis considerados perigosos para a saúde e se torna permanente. Se a falta de algum stress (agitação) nas nossas vidas nos mantém subexcitados, apáticos e entediados, já o stress elevado e, pior ainda, o stress crónico empurra-nos para um estado de sobrexcitação de consequências nefastas para o organismo e a qualidade dos nossos desempenhos (intelectuais, sociais, etc).

Agentes stressores
Actualmente, a panóplia de agentes stressores é vasta. Dividem-se habitualmente em acontecimentos diários agudos mas de curta duração; problemas da vida diária frequentes e stressores diários persistentes que exercem grande pressão por longos períodos de tempo.

No mundo de hoje, as pessoas, optam por estilos de vida que lhes fornecem, mais cedo ou mais tarde, aquilo com que menos sonharam: uma profissão rotineira que se prolonga anos a fio sem grandes alterações (nem de forma, nem de conteúdo, nem de perspectiva); compromissos que se acumulam de uma maneira incrivelmente inesperada; decepções e rupturas (veja-se como as separações e os divórcios continuam a aumentar) e muitos outros problemas indesejáveis.

Infelizmente, não estamos a saber aproveitar as oportunidades que se nos oferecem para conseguirmos descomprimir: empanturramo-nos de programas alienantes de televisão (onde as telenovelas e programas de entretenimento costumam ser intelectualmente fúteis e inúteis), afogamo-nos em doses letais de tabaco, comemos e bebemos desabridamente, esgotamo-nos em noites mal dormidas e esgotantes.
Entre outros males sofremos de mau stress. Ele não prejudica apenas a pele (que fica estragada e envelhecida) ou os cabelos (que ficam quebradiços e sem brilho). Desfere também golpes brutais tanto no sistema circulatório como no sistema imunitário tornando-nos mais frágeis e indefesos. E é também o pior inimigo do cérebro!

Próximo artigo: As causas do stress

Leia mais sobre este tema em http://idademaior.iol.pt/bem-estar/ginastica-mental/perder-o-sentido-da-autocritica/
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